sexta-feira, 29 de julho de 2011

O cotidiano e seus encantos

Olá queridos,
eu queria comentar um fato que resume bem, além do amor, a cumplicidade que existe entre eu e o Marcos. No sábado passado, antes de ir almoçar na casa da Maria Alice, ainda na casa do meu pai eu me arrumava para o almoço, para a reunião da decoração do casamento e para o chá de panela da Marcelinha (um realmente seguido do outro). Para três eventos tão importantes, queria me vestir de acordo e escolhi um sapato preto de camurça altíssimo e sola meia pata. Uso pouco esse sapato porque ele não é amigo do busão, meu eterno meio de transporte. Também porque meus dedos do pé são meio longos demais... sem meia, quando tento colocar o sapato eles se dobram na sola e é muito dolorido andar com os dedos dobrados (coitadas das gueixas!!). Bom, o episódio foi o seguinte: eu queria colocar os sapatos mas sem meia calça, e meus dedos não conseguiam escorregar para dentro do sapato. O Marcos, vendo minha dificuldade, correu atrás de esparadrapos e colou na sola do meu pé nos três dedos que dobravam ao entrar no sapato. Assim eu consegui colocar todos os dedos dentro do sapato sem que eles dobrassem e sem estar de meia.

Parece uma coisa banal ou burra demais da minha parte não ter pensado nisso. Mas não pareceu dessa forma para mim (talvez a parte da burra sim... rsrsrs), depois eu fiquei pensando naquela clássica imagem do cara que nem se importa com o que a namorada esteja vestindo contanto que esteja de acordo com a situação. Nessa situação eu vi justamente o oposto, talvez um capricho meu querer usar o sapato, ele poderia dizer para eu usar qualquer outro, que isso não fazia diferença, mas não foi isso que ele fez... ele entendeu e me ajudou.

Talvez algumas pessoas não entendam esse post (principalmente os homens) mas as mulheres que já passaram por situações de descaso e desinteresse por parte dos parceiros nesse assunto, vão entender a diferença.
(só para ilustrar os sapatos, ok homens?)

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