São 1h37 e eu estou estou no Terminar Rodoviário Tietê. Por aqui só se ouve o zumbido das enceradeiras gigantes que usam para lustrar o piso e uma mãe conversando com seu filho que parece já estar dormindo.
Hoje foi o fechamento (quando deixamos o jornal do jeito que ele chega na banca) mais cansativodos útimos tempos.Por uma série de motivos só consegui deixar a redação lá para 00h20. Logo hoje que estou indo pra Petrópolis.
Amanhã vai ter uma festa do meu (ex?) grupo de dança alemã. Compromisso imperdível, mas faltável.
Amanhã também marcamos para ver algumas coisas do casamento (fechar o buffet, dar uma olhada em decoração)... Vai ser ótimo, mas poderia ser reagendado.
Deve rolar também de ver uns amigos, nada certo ainda.
E é sobre isso esse post, aliás, é sobre isso o blog todo e, talvez, seja esse o tema do filme que a gente passa por aqui para os 3 leitores (que tentamos fazer o Google acreditar que temos para ver se lucramos nos anúncios).
É tudo reagendável, faltável, mutável... Dava para fazer outra hora, mas a gente quer agora.
Não um sacrifício sentar meu traseiro no banco da rodoviária para esperar o próximo ônibus (cheguei 1h15, mas o próximo só 2h, pela 1001 (também conhecida em Petrópolis como lol _LÓU_ por conta dos algarismos que mais parecem a letra L).
Sacrifício é aquilo que você faz porque tinha outro jeito mas você prefere o mais difícil por algum motivo sombrio. Esse aqui é o nosso caminho. Há outros e outras formas, tudo pode mudar, mas é desse jeito que estamos indo.
Quando mudamos de rumo nem percebemos mais, pois já foram tantos destinos até eu descobrir o que eu acabei de descobrir: não é pelo destino que a gente entra no ônibus, é pela aventura desconhecida que podemos encontrar no próximo ponto.
Agora deixa eu ir porque já são 1h50 e eu não quero perder o ônibus. Daqui a pouco estou no Rio, depois em Petrópolis, depois no Buffet, depois na festa alemã, ou não.
Mas pode anotar aí que, provavelmente, estarei de mãos dadas.
<3
ResponderExcluirvocês são muito lindos.
Marquinhos, adorei esse post, seu texto, a história de vocês, e me identifiquei demais com essas suas palavras. Sacrifício pra mim também tem muito de "ônibus na madrugada, desconforto, cansaço". Mas na chegada "as mãos dadas" compensam! Felicidades!
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